01/03/2011 Tudo o que é sólido desmancha no ar.
Semana passada, ao reler a introdução do livro do Marshall Bermann “Tudo o que é sólido desmancha no ar – A aventura na modernidade” para estudar modernidade, fui me dando conta que a letra de “Velha Roupa Colorida” (magnificamente interpretada pela Elis) encaixa bastante com toda essa ideia.
O novo, o rápido, o que nem vemos passar. Absorvemos contradições, superamos pressões e nos moldamos à distorções tão rápido como nunca se pensou possível. Existe, smepre e nunca, uma desconcertante abundância de possibilidades em nossas mãos. E o que fazemos com elas?
“As novas relações se tornam antiquadas antes que possam se ossificar”
E, como bem pontuara Pessoa:
Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já não me dói,
A antiga e errônea Fé.
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria,
Só porque foi e voou
E hoje já é outro dia.
Mas antes de deixar Elis cantar…
Tudo já ficou pra trás?
O passado nunca mais?
Blackbird, o que se faz?
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